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Empréstimo CLT

Margem Consignável CLT

Por Equipe Verita Cred, redação · Leitura de 8 min

A margem consignável CLT é o limite de até 35% do salário que o trabalhador pode usar para pagar as parcelas do Empréstimo CLT, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. O cálculo desconta rendas variáveis, como hora extra, e o FGTS entra apenas como garantia complementar opcional. O valor da parcela possível depende do salário registrado, e o crédito liberado depende da análise.

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Trabalhadora conferindo o holerite ao lado da calculadora para calcular a margem consignável CLT

Resumo

  • O limite é de até 35% do salário para pagar as parcelas.
  • Rendas variáveis, como hora extra, são desconsideradas no cálculo.
  • FGTS e multa rescisória só entram como garantia complementar, se você escolher.
  • Margem não é valor liberado: prazo, taxa e análise definem quanto você recebe.

O que é a margem consignável CLT

Margem consignável CLT é o limite de até 35% do salário que pode ser comprometido com as parcelas do Empréstimo CLT, descontadas em folha.

Ela existe para proteger o trabalhador de comprometer uma parte grande demais do salário. Nas palavras do ministério, o trabalhador poderá usar até 35% do salário para pagar as prestações do empréstimo, segundo as perguntas frequentes do Ministério do Trabalho e Emprego.

Teto, e não meta

Os 35% são um teto da parcela. Quem usa o limite inteiro fica com 65% do salário para tudo mais, e isso pode ser pouco para quem tem aluguel, contas e dependentes.

A margem consignável do Empréstimo CLT é o teto da parcela, e o valor liberado depende do prazo e da análise.

Como calcular a sua parcela máxima

Multiplique o salário considerado no cálculo por 0,35 para chegar à maior parcela possível, e use esse número só como teto.

  1. Veja o salário registrado do seu emprego, sem rendas variáveis.
  2. Multiplique por 0,35 para chegar ao teto da parcela.
  3. Subtraia parcelas de outros descontos que ocupem a mesma margem, se existirem.
  4. Escolha uma parcela abaixo do teto, que caiba com folga no orçamento.

Exemplo ilustrativo

Salário hipotético de R$ 3.000
ItemValor
Salário consideradoR$ 3.000
Teto da parcela (35%)R$ 1.050
Parcela escolhida com folgaR$ 500
Sobra do salário após a parcela escolhidaR$ 2.500

Os valores são hipotéticos e servem só para mostrar a conta. Eles não representam o caso de ninguém nem a taxa de nenhuma instituição.

Nesse exemplo, o teto seria de R$ 1.050, mas uma parcela de R$ 500 já deixa o orçamento mais seguro. O valor liberado depende ainda do prazo e da taxa.

O que entra e o que não entra no cálculo

O cálculo desconta rendas variáveis, como hora extra, então só a parte fixa do salário conta para a margem.

Parte fixa e parte variável da remuneração
ComponenteEntra no cálculo?Observação
Salário-base registradoSimÉ a base principal da margem.
Hora extraNãoRenda variável, desconsiderada pelo programa.
Comissão e bonificação variávelDependeDepende de como o ministério trata cada rubrica.
Adicionais fixosDependeDepende da regra do programa para cada adicional.

As linhas com "Depende" variam conforme a rubrica e o programa, e o texto consultado não as detalha. O aplicativo mostra a base usada para a sua conta.

FGTS e multa rescisória: garantias, e não margem

O FGTS não aumenta a margem e não é emprestado, ele só pode servir de garantia complementar, escolhida por você.

  • Até 10% do saldo do FGTS podem ser oferecidos como garantia.
  • Até 100% da multa rescisória podem ser oferecidos como garantia.
  • Você também pode escolher não oferecer garantia complementar.
  • A garantia do FGTS só é acionada em demissão sem justa causa.

Veja os efeitos práticos em o que acontece com o consignado CLT em caso de demissão.

Um empréstimo por emprego muda a margem?

A regra é de um empréstimo por emprego, e cada emprego tem a sua própria margem de até 35% do salário daquele emprego.

Quem tem dois empregos formais pode ter até dois contratos, cada um sobre o salário do respectivo emprego. Quem já tem um consignado no mesmo emprego não consegue abrir outro. Para ver os demais critérios, leia quem pode fazer Empréstimo CLT.

Margem não é valor liberado

Margem é o teto da parcela, e o valor liberado depende do prazo, da taxa e da análise da instituição.

O que influencia o valor liberado

  • Quantidade de parcelas escolhida.
  • Taxa e CET da proposta.
  • Análise de risco da instituição.
  • Garantias complementares oferecidas.

Não confunda teto com limite aprovado

Uma parcela de R$ 1.000 por mês em 48 meses não equivale a R$ 48.000 de crédito: os juros fazem parte da parcela. Quem faz a conta do total pago, como mostra o guia de comparação de consignado, enxerga o custo real.

Erros comuns ao calcular a margem CLT

Os erros mais comuns são incluir hora extra na conta, usar o teto inteiro e esquecer o que acontece se o emprego terminar.

Contar com hora extra

Renda variável não entra na base. Um cálculo que a inclui superestima a margem.

Escolher a parcela máxima

O teto é um limite legal, e não uma recomendação. Uma folga de orçamento protege você em meses mais apertados.

Ignorar o cenário de demissão

A margem só diz quanto cabe hoje. O guia sobre contratação pela Carteira de Trabalho Digital mostra o que acompanhar depois.

Margem do servidor e margem do trabalhador CLT: o que muda

A principal diferença é que o servidor público tem margens separadas por tipo de desconto, e o trabalhador CLT tem um limite único de até 35% do salário para o empréstimo.

Pontos de contato e diferenças
PontoServidor público federalTrabalhador CLT
Limite do empréstimoAté 35% da base de cálculo.Até 35% do salário.
CartõesReservas separadas de até 5% cada.Não se aplica ao Empréstimo CLT.
Onde consultarSouGov, em Consignação.Aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.
ConvênioDepende do órgão.Instituições habilitadas pelo governo federal.

Se você está comparando as duas realidades, veja a margem do servidor público.

Como definir uma parcela que caiba com folga

Defina primeiro o que sobra depois das despesas fixas, e só depois olhe o teto da margem, porque o limite legal é maior do que muita gente consegue pagar com tranquilidade.

  1. Some as despesas fixas do mês, como moradia, alimentação e transporte.
  2. Subtraia o total do seu salário líquido para ver o que sobra.
  3. Reserve uma parte para imprevistos e para os meses mais apertados.
  4. Use o restante como limite pessoal da parcela, que costuma ficar abaixo do teto de 35%.
  5. Simule prazos diferentes e compare o total pago.

Um bom sinal é conseguir pagar a parcela sem mexer em despesas essenciais. Se a conta só fecha cortando o básico, o valor está acima do que o orçamento aguenta.

Quando a margem muda

A margem muda quando o salário muda, quando o emprego muda e quando o programa muda as suas regras.

  • Reajuste ou redução do salário registrado altera o teto da parcela.
  • Troca de emprego muda o emprego, e cada emprego tem a sua margem.
  • Contrato já ativo no emprego ocupa a margem enquanto durar.
  • Mudanças nas regras do programa podem alterar limites e critérios, por isso confirme a situação atual antes de decidir.

Por isso, consulte a margem perto do momento de contratar, e não use um cálculo antigo. As regras do programa constam das perguntas frequentes do Ministério do Trabalho e Emprego, e podem ser atualizadas.

Exemplo ilustrativo: a mesma parcela em prazos diferentes

Em um exemplo hipotético, a mesma parcela de R$ 500 pode representar valores liberados e totais pagos bem diferentes, conforme o prazo.

Parcela hipotética de R$ 500 em três prazos
PrazoTotal pagoObservação
24 mesesR$ 12.000Menor tempo de desconto.
36 mesesR$ 18.000Prazo intermediário.
48 mesesR$ 24.000Mais tempo de desconto em folha.

Os valores são hipotéticos e servem só para mostrar a conta. Eles não representam o caso de ninguém nem a taxa de nenhuma instituição.

O total pago é a parcela vezes o número de parcelas, e o valor liberado depende da taxa. Por isso, uma mesma parcela dentro da margem pode corresponder a créditos diferentes.

Perguntas frequentes sobre margem consignável CLT

Qual é a margem consignável do Empréstimo CLT?

Até 35% do salário podem ser usados para pagar as prestações, segundo as perguntas frequentes do Ministério do Trabalho e Emprego.

Hora extra entra no cálculo da margem?

Não. O cálculo desconta rendas variáveis, como hora extra, e considera a parte fixa do salário.

O FGTS aumenta a minha margem?

Não. O FGTS só serve como garantia complementar opcional, e não é emprestado nem aumenta o teto da parcela.

Posso usar os 35% inteiros?

Pode, se a análise permitir, mas o teto não é uma recomendação. Escolha uma parcela que caiba com folga no seu orçamento.

Quem tem dois empregos tem duas margens?

Cada emprego tem a sua própria margem sobre o salário daquele emprego, e a regra é de um empréstimo por emprego.

Equipe Verita Cred

Redação da Verita Cred

Este guia foi escrito pela Equipe Verita Cred. A Verita Cred ajuda pessoas a identificar soluções de crédito compatíveis com seu órgão ou empresa e com sua elegibilidade, com pré-análise clara antes da contratação. Ela não concede crédito: confere o seu caso e o encaminha à empresa parceira, que apresenta a proposta e faz o contrato, e as informações de fontes oficiais estão linkadas no texto.

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